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#DicasDeEstudo

#1

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Se não gosta de ler, não escolha a área de Linguagens. Será um terrível sofrimento para você. Mas, se mesmo assim, você quiser, encare o desafio e se dedique. Crie cronogramas para as suas leituras. Estabeleça números de páginas a serem lidas por dia ou semana. Adquira marcadores de texto coloridos e tenha uma leitura mais lúdica. Compre post-its de tamanhos, cores e formatos diferentes para encher seus livros, textos e paredes com citações-chave que te ajudem a argumentar. Faça anotações nas bordas das páginas. Quando terminar um capítulo, respire fundo e pense retrospectivamente. Desligue o celular. Faça pausas durante a leitura. Tome café. Tome vinho. Aceite que a responsabilidade pela leitura é sua! Aceite que o tempo dedicado à leitura não está dentro das cargas-horárias institucionais.

#2

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Subverta os fichamentos. Aprendemos que um bom pesquisador deve fichar os textos teóricos que lê. Em uma era acadêmica digital, as coisas podem ser diferentes. Não usamos mais fichas. Não temos mais arquivos físicos com fichas de papel com resumos de textos. As fichas agora existem em outras mídias. O gênero fichamento ainda existe, mas muita coisa mudou. Assim, sinta-se livre para "fichar” textos e capítulos usando outras mídias e tecnologias. O acadêmico contemporâneo pode fichar de várias formas: você pode ter um caderno com anotações ou tópicos que te remetam aos textos (que estarão devidamente destacados); você pode fichar usando o gravador do seu celular; você pode usar as ferramentas de destaque e comentários do seu leitor de arquivos PDF; você pode ainda fichar TODOS os seus textos em um diálogo íntimo com um ÚNICO documento intitulado "trabalho final". Viva a edição! 

Moral da história 1: Ser um bom acadêmico é ser um bom editor. 

Moral da história 2: Não se atenha ao rigor do fichamento clássico, mas não deixe de registrar as suas leituras.

Moral da história 3: Experimente as várias formas de "fichar" e se apegue àquelas que mais combinam com seus estilos de estudar e aprender.

#3

sábado, 17 de agosto de 2019

(edição fim de semana)

Se você precisa estudar no fim de semana para dar conta dos prazos, lembre-de do que diz a sabedoria popular: “escreva com vinho, revise com café”. 🗒🍷🔎☕️

#4

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Listas! Aproveite o início da semana e liste as tarefas, leituras e prazos que você precisa dar conta. Além de ajudar na organização, alivia a ansiedade que tanto atrapalha a vida do estudante. Você pode listar usando aplicativos, o bloco de notas do seu computador ou celular ou em um bloco ou caderno. Pessoalmente, nesse caso, prefiro a tecnologia analógica. O prazer de riscar uma tarefa concluída não tem preço! 

#5

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Não se enrosque nas redes sociais. Elas deixaram de ser apenas um espaço onde interagimos com nossos amigos e conhecidos. Elas se hiperconectaram e passaram a nos oferecer informação, serviços, entretenimento e também oportunidades de aprendizagem. No entanto, é preciso cautela. Os caminhos de hiperlinks são tipo aqueles fáceis da gente se perder. Quem nunca passou horas sendo levado por links e vídeos e memes e testes e posts de temas completamente variados? Nas redes sociais, viajar do ponto A ao Z, sem querer, é facinho, facinho. Se não tomarmos cuidado, isso detona a nossa concentração e explode o nosso foco: elementos importantíssimos para quem quer estudar! Por isso, não misture as estações. Desligue o Facebook e vá ler um livro! 

#6

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Não desligue o Facebook! Por mais que as redes sociais nos hipnotizem e distraiam, elas também nos propiciam excelentes oportunidades de aprendizagem. Adicionem os seus professores. Sigam as timelines de boas editoras e instituições de ensino. Acompanhem as publicações das agências de informação e leiam os comentários das notícias (preparem-se). Usar as redes sociais pode ser uma chance para desenvolver o senso crítico, filtrar informações e aprender. 

#7

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Não vá para a sala de aula sem um caderno, anjo! Pode ser até um bloquinho de congresso, um caderninho de propaganda… mas leve algo! Sei que há múltiplas inteligências e maneiras de aprender, mas estar em uma sala de aula interagindo apenas por voz é perder tantas oportunidades…As metodologias de ensino do mestre Platão não funcionam mais com a gente, cuja memória passou a funcionar também com HDs externos. (Culpem os smartphones). Por isso, se está na aulinha, use seu caderno bonitão e o veja como uma tecnologia mediadora entre você e o conhecimento. Anotem, façam esquemas, listas, destaques, agrupamentos, desenhem despretensiosamente no canto das páginas no fim dos exercícios. Só não vale se preparar para tudo isso é no início da aula soltar um: “fessô, me salva uma caneta aí?!”

#8

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

O anotar e o registrar sempre foram consideradas boas práticas de gerenciamento de informação; seja no estudo ou no trabalho, na escola ou no escritório. Com o desenvolvimento da tecnologia, esses processos puderam ser feitos em outras mídias, em mídias digitais - o que facilitou um bocado a nossa vida. Nossas mesas de trabalho se virtualizaram e os computadores aglutinaram os contêineres físicos em que guardávamos toda a nossa papelada. Para entender isso, basta observar as interfaces dos computadores - metáforas de um escritório, com mesa de trabalho, arquivos, pastas e documentos. 
Dei essa volta toda para dizer que, para o cidadão contemporâneo, o registro de informação pode ser feito tanto em mídias físicas como digitais, tanto no caderno como no celular. Uma tecnologia não anula a outra, mas a complementa. Se preferir fazer seus registros em dispositivos eletrônicos, estabeleça algum sistema de organização. Não deixe suas imagens e anotações “soltas” no aparelho ou na nuvem - o risco delas sumirem é enorme. 
Alguns aplicativos nos auxiliam nesse processo de organização. Os meus preferidos são: Trello; Evernote; e Google Keep. E você, como você faz?

#9

sábado, 24 de agosto de 2019

(edição fim de semana)

Aproveite seu day-off para "desligar" um pouco e dar um descanso para o cérebro. Não há concentração que resista à exaustão, à privação de sono e a maratonas ininterruptas de estudo. Faça caminhadas durante o sol da manhã, prepare seu prato preferido, encontre seus amigos. Assista a boas séries. Uma boa opção para descansar e ao mesmo tempo aprender coisas novas é a série "Explicando", disponível na Netflix. Os episódios curtinhos de 20 minutos abordam diversos temas contemporâneos de maneira séria e criativa. Do K-Pop à Astrologia. Do excesso do uso do ponto de exclamação à falta de equiparação salarial entre homens e mulheres. Vale a pena conferir!

#10

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Há pessoas que só de passarem os olhos em um texto já conseguem entender tudo, criar todo o cenário, sistematizar todo o conteúdo. No entanto, acredito que para a maioria dos mortais, não é bem assim. Para muitos, apenas ler não é um método de estudos produtivo, sendo preciso algumas estratégias para se conectar com o texto, dialogar com ele. Os pincéis marcadores podem ajudar bastante. Por meio deles, é possível criar um próprio sistema de leitura com o auxílio das cores. Assim, quando você voltar ao texto, já vai lembrar rapidamente qual parte introduz um conceito novo, qual citação vale a pena reproduzir, quais termos precisam ser melhor investigados etc. Além disso, eles podem ser um elo entre você e o livro, evitando a dispersão e a perda de atenção. Por isso, crie seu próprio sistema de leitura e destaque! Só não vale sair destacando tudo! Vá com calma. 
Nos leitores de arquivos PDF também é possível fazer a mesma coisa e ainda incluir notas (ao invés de escrever nas bordas do texto).

#11

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Ilustre o conteúdo estudado! Uma das maneiras de contextualizar e aprender o que lemos é utilizar o modo visual para sistematizar os textos. Ao invés de tentar memorizar ou "internalizar" os conteúdos, criar diagramas, esquemas, mapas mentais e ilustrações que reúnam e conectem os temas mais importantes proporciona uma aprendizagem muito mais real e ativa. Os mapas mentais, em especial, são extremamente produtivos, já que nos permitem resumir os principais conceitos e interligá-los, criando redes conceituais que podem ser conectadas por setas, linhas e traços de cores e formas diferentes. Esses diagramas podem conter tanto palavras-chave como imagens relevantes sobre um determinado assunto. 
Podemos criar esses diagramas tanto no papel como em mídias digitais. Vai depender da maneira preferida de aprender e da tecnologia disponível no momento. Alguns aplicativos que nos permitem criar mapas mentais online gratuitamente são: Bubbl.us, Mindmeister, Coogle e MindMup. A vantagem desses serviços é a funcionalidade de produção colaborativa, que permite que duas ou mais pessoas possam, em lugares diferentes, refletir simultaneamente sobre um mesmo assunto nos modos verbal e visual.

#12

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Explique o você aprendeu para você mesmx. Essa é uma estratégia de estudos utilizada há bastante tempo: a auto-explicação. Quem nunca ensaiou antes de apresentar um trabalho? Seja de olho no espelho, na tela do computador ou no cronômetro. Explicar em voz alta o que você está estudando ajuda a elaborar mais e mais o tema em questão. Além disso, é uma chance de se ouvir e aprender mais. 

Utilize o gravador ou a câmera do seu celular e depois ouça ou assista às suas explicações. Será uma oportunidade de ser espectador de si mesmx e refletir sobre a maneira como você entendeu o assunto e sobre como você o está explicando. Assim, você pode analisar os sentidos que já construiu e o que ainda precisa ser aprofundado.

#13

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Leve os estudos para a mesa do bar! Quanto mais falamos sobre um assunto, mais refletimos sobre ele, mais (des) construímos argumentos, mais levantamos e/ou derrubamos hipóteses, mais visível a coisa se torna. Conversar sobre o que você estuda/pesquisa/aprende em ambientes informais lhe dá a chance de ficar mais íntimo do seu objeto de estudo. Na medida em você fala sobre um assunto em outro contexto, você passa a usar outras palavras, outros tons, criando mais sentidos e conexões com o tema, fazendo com que ele se torne mais real, próximo e pessoal.

Isso não significa que você precisa ser aquela pessoa insuportável que só fala de assuntos acadêmicos em ambientes não acadêmicos. Mas, que prosear com amigos despretensiosa e relaxadamente com uma cerveja gelada ajuda, ajuda!

#14

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Leia as resenhas do original. Em minhas experiências enquanto aprendiz (e) acadêmico, me deparei com leituras bastante densas, o que muitas vezes me deixava de cabelo em pé e descrente de que eu pudesse "dar conta". A estratégia que utilizei para beber da fonte foi ler resenhas, livros introdutórios, dissertações e teses que me explicavam as teorias com outras linguagens. 

Em minha primeira leitura de Bakhtin, as letras se embaralharam completamente, os movimentos eram difíceis de acompanhar. Mas, ainda bem que encontrei as obras de Beth Brait, cuja linguagem mais próxima fez com que as letras se embaralhassem menos. Isso me permitiu reencontrar, reconhecer, e entender Bakhtin. Seus textos já não eram mais tão densos e embaralhados. Funcionou para mim!

Caso se depare com textos e autores que lhe pareçam distantes, não desista. No entanto, não se conforme em ler apenas as resenhas. Busque trabalhos que desembaralhem as letras e lhe ajudem a chegar ao original. Assim, você vai saber não apenas porque lhe contaram, mas porque você viu!

#15

sábado, 31 de agosto de 2019

(edição fim de semana)

Dias de folga também podem conter momentos de aprendizagem leve, daquelas que a gente se envolve com/por prazer. A dica do fim de semana é o canal Fronteiras do Pensamento. O projeto se dedica a questões da contemporaneidade e apresenta ótimas análises em um tom acessível e democrático. Além das palestras, curtas e podcasts, há um canal no YouTube com vídeos de artistas, filósofos e diversos pensadores que conversam sobre questões extremamente atuais, seja para reflexões pessoais ou até mesmo em âmbitos profissionais e acadêmicos. O vídeo que incluo nesta dica é um dos meus preferidos e nos convida a pensar sobre o que significa estudar e aprender hoje.

#16

segunda-feira, 02 de setembro de 2019

KanBan! Uma das formas de visualizar melhor as tarefas a serem cumpridas na semana e perceber o seu avanço nelas é dispor todas as suas demandas em um quadro. Um dos benefícios deste método é a percepção do volume e do fluxo das suas demandas. Se seu quadro está cheio e parado… é preciso agir. 

Descobri o KanBan em um momento em que o volume de trabalho estava potencializando a ansiedade e comprometendo a qualidade do meu sono. Visualizar as tarefas mudando de lugar no quadro ajuda e muito. Há aplicativos para fazer esse processo no celular. Costumo utilizá-los às vezes, dependendo da semana, da quantidade de trabalhos e do humor também. A vantagem dos serviços digitais é a possibilidade de criar quadros compartilhados com grupos. 

Para saber mais sobre o KanBan: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Kanban_(development)

#17

terç-feira, 03 de agosto de 2019

Não ignore suas dúvidas. Quando lemos textos teóricos e relatos de pesquisas, algumas dúvidas e questionamentos podem surgir. Muitas vezes, devido à correria ou por outras razões, mantemos essas lacunas abertas e acabamos deixando pra lá. Com o avanço nos estudos, acabamos esquecendo e nos preocupando com outra(s) coisa(s). Porém, não se esqueça que a Lei de Murphy é cruel e universal. Essas lacunas podem  eventualmente reaparecer e lhe impedir de avançar. Por isso, mantenha um caderno ou bloco de notas sempre por perto e anote as perguntas que porventura surgirem durante seus estudos. Tente buscar respostas com mais pesquisas ou com colegas e professores.